sexta-feira, 14 de maio de 2010


Em um canto escuro, afogada em mágoas, cansada de ver derrotas, e engolir desaforos, pensei no meu dia anterior: no tanto que eu deixei... O que eu deixei de ver, de ouvir, de falar, de sentir, o que eu deixei de lado por achar fútil, o que eu deixei de lado por achar hipócrita, o que eu deixei de lado por achar que haviam coisas mais importantes, o que eu deixei de lado por achar que não daria tempo, o que eu deixei de fazer por achar que não daria conta... Tudo eu perdi! Perdi oportunidades, perdi chances de ser melhor ou de fazer alguém mais feliz, perdi o rumo, perdi a coragem, perdi a vontade, perdi mais um dia tentando ser o que eu não queria. E em meio essas perdas eu refleti, entendi que eu não poderia voltar atrás e realizar o que era certo, mas percebi que ainda tinha duas opções: a primeira era fechar os olhos, ignorar tudo o que já foi, simplesmente esquecer as feridas que tanto me incomodam e afundar ainda mais no poço da solidão; ou eu poderia levantar e no mesmo canto escuro que eu vi mágoas, poderia encontrar cores... um colorido que me fará sentir melhor, que dará vida aos meus sonhos. Literalmente, levantar do poço e não me sentir derrotada por ter deixado tanto de lado, porém me sentir vitoriosa por ter vontade de amanhã começar tudo outra vez. E agora, não mais tentando ser uma máquina, mas ser humana.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Será?



Vou revelar um segredinho, ou melhor um sonho: Queria tanto que conhecimento pudesse ser adquirido passando os livros sobre a minha cabeça. Seria tão simples não?
Juro que muitas vezes me pego pensando em aonde vamos parar. Será que era exatamente esse o objetivo da vida? Que cada um se fechasse em um mundo só seu: deixando para trás minutos preciosos que poderiam ter sido gastos com uma volta ao parque observando os vôos das borboletas, pegando frutas diretamente do pé das suas respectivas árvores ou quem sabe apenas um abraço quente bastaria.
Só que tomamos um rumo completamente oposto: está cada vez mais acumulativo a quantidade de ciências que tenho que armazenar, ou as leis que não posso esquecer. (Tenho que ser forte). Será que era isso que "quem criou a vida" queria para nós? É certo descobrirmos os mistérios do mundo? O enigmático seria melhor se fosse sempre um mistério.
CAPITALISMO... CAPITALISMO!
É essa a questão!
O mundo é competitivo demais para ser carpe diem. Ninguém mais aproveita o dia, estão todos planejando um futuro. Virá?
Para que mesmo tudo isso se eu vou me decompor embaixo da terra?